Em nota, o Bom Senso defendeu a convocação de
novas eleições para escolher, até o fim do ano, uma nova diretoria para a CBF,
entidade responsável por implementar as propostas de mudanças estatutárias
defendidas pelo grupo.
A iniciativa ocorre após as denúncias de
corrupção que atingem alguns dos principais dirigentes da Federação
Internacional de Futebol (Fifa).
Reeleito para seu quinto mandato, o presidente
da Fifa, Joseph Blatter, renunciou depois que autoridades dos Estados Unidos e
da Suíça acusaram dirigentes esportivos e empresários de cobrar propina ao
negociar contratos demarketing, direitos de transmissão de jogos organizados
pela Fifa e escolha de países-sede das duas próximas edições da Copa do Mundo
(Rússia, em 2018, e Catar, em 2022).
De acordo com a nota do Bom Senso, “o torcedor,
a comunidade do futebol e a sociedade brasileira cobram mudanças reais no
modelo de gestão da CBF”.
Entre as mudanças defendidas pelo grupo, o
destaque é a limitação de mandatos para a presidência da CBF. O Bom Senso
defende somente uma reeleição. O grupo também reinvindica democratização das
instâncias de decisão da CBF, como o Colégio Eleitoral, a Assembleia Geral e os
conselhos técnicos.
As lideranças do Bom Senso querem a garantia do
direito proporcional de voto aos atletas, técnicos e gestores, além do direito
a voto, na Assembleia Geral da CBF, para clubes de todas as divisões do
campeonato brasileiro e banir do esporte envolvidos com escândalos de
corrupção.
Em seusite, o Bom Senso explicou as razões das
propostas de mudanças no futebol brasileiro. Segundo o grupo, mesmo com o
rótulo de país do futebol, o Brasil ocupa hoje a 18ª posição norankingda média
de público que frequenta estádios, atrás de Estados Unidos e Austrália.
Segundo o Bom Senso, os clubes brasileiros
devem bilhões à Previdência Social e à Receita Federal. Dos cerca de 20 mil
atletas profissionais em atividade no Brasil, aproximadamente 16 mil recebem
valores inferiores a dois salários mínimos, ou seja, menos de R$ 1.576 mensais.
A maioria desses jogadores fica pelo menos seis meses desempregada por causa do
tempo de inatividade dos pequenos clubes e pela ausência de um calendário
nacional.
Agência Brasil
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