Os benefícios da Transposição do Rio São
Francisco devem demorar ao menos mais cinco anos para chegarem para o Rio
Grande do Norte. O alerta é do ex-diretor do Departamento Nacional de Obras
Contra as Secas (DNOCS), Elias Fernandes. Segundo ele, tem faltado força
politica do Estado para acelerar as obras nos trechos que contemplam diretamente
a região.
Em visita recente ao RN, o ministro da
Integração Nacional, Gilberto Occhi, informou que as obras para o estado
deverão ser licitadas até o final deste ano e que a execução só deve teve ter
início em 2016. O prazo de conclusão previsto é 2019. “Com isso, o RN só deverá
começar a receber os benefícios em 2020”, estimou Fernandes.
O ex-diretor do Dnocs diz ainda que, dentre os
estados que serão beneficiados pelo projeto do Governo Federal, o RN é o mais
atrasado e revela que não há sequer projeto elaborado.
“Curiosamente, à época em que houve as
contratações dos lotes para início das obras, o Ministro da integração era do
PSB, partido que governava os estados de Pernambuco (PE), Paraíba (PB) e Ceará
(CE), onde os trabalhos já estão bem adiantados”, declarou ele destacando o
papel político da evolução dos projetos estaduais.
No mês de abril o ministro Occhi anunciou que
as obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco alcançaram o índice de
74,5% de execução. Nos quatro primeiros meses do ano, o governo investiu cerca
de R$ 600 milhões nas obras, contra R$ 277 milhões executados no mesmo período
do ano passado.
Segundo o ministro, as obras garantirão
segurança hídrica para 12 milhões de habitantes de 390 municípios dos estados
de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Entenda a transposição
A transposição é composta por dois grandes
eixos de distribuição. O Eixo Leste, que percorre uma distancia de 200 km, a
partir da Barragem de Itaparica, no município de Floresta (PE), que beneficiará
os estados da PB e PE; E o Eixo Norte, que percorrerá cerca de 400 km, com
ponto de captação de águas no município de Cabrobró (PE), chegando à PB, PE, CE
e RN.
A capitação de águas será feita através do
bombeamento até grandes reservatórios, dos quais as águas serão distribuídas
através de canais e ramificações de modo que cheguem até aos leitos dos rios
que percorrem os estados contemplados.
No caso do RN, a capitação das águas do São
Francisco será feita através do açude Coremas/Mãe d’Água na (PB), onde é feito
o represamento das águas do Rio Piranhas-Açu, que banha os estados da PB e RN.
Portal no Ar
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