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| Foto: Wellington Rocha |
Dos 67 presos que fugiram no mês de abril na
Penitenciária Estadual de Alcaçuz, foram recapturados apenas 18 detentos a
partir de ações da Polícia Militar e Federal. A informação confirmada pela
diretoria da penitenciária. No dia 6 de abril, 32 apenados fugiram do Pavilhão
2. Atualmente, a unidade conta com cerca de 1000 apenados nos pavilhões.
A fuga foi facilitada devido as celas
danificadas, resultado da rebelião realizada no mês de março. Antes das duas
fugas aconteceram, o Pavilhão 2 tinha 250 apenados.
“A Polícia Federal conseguiu na segunda-feira
prender mais outro fugitivo de Alcaçuz. Com essas ações, nós conseguimos
recuperar 18 presos em dois meses. A gente está esperando a ação da equipe de
segurança pública para recapturar estes presos”, afirmou Eider Brito, atual
diretor de Alcaçuz.
Além disso, Eider Brito comentou sobre as
primeiras ações em dois meses no comando do maior presídio do estado, como a
realização de revistas diárias nos quatro pavilhões da unidade prisional e o
uso da Força Nacional e Batalhão de Choque da Polícia Militar na ajuda dos
agentes prisionais. Com isso, novas fugas foram evitadas no maior presídio no
Rio Grande do Norte.
Essas revistas ajudaram a encontrar diversos
túneis na unidade prisional. Na semana passada foram encontrados dois no
Pavilhão 4.
Na noite desta terça-feira (2) foram
encontrados vestígios do início da construção de um novo túnel no pavilhão 4 da
Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no município de Nísia Floresta. O buraco de
50 centímetros de profundidade foi encontrado na quadra do prédio após uma
revista.
“Eles estavam começando a fazer o buraco para
formar mais outro túnel. Nós descobrimos após uma revista com os presos antes
deles entrarem nas celas, que fazemos todos os dias. É um trabalho rotineiro”,
afirmou o diretor.
Se o buraco tivesse se transformado em túnel,
seria o terceiro encontrado em menos de um mês na maior penitenciária do Rio
Grande do Norte. “Inicialmente, o buraco era para esconder as sujeiras (sic)
deles, como celulares, armas e drogas. Não sabemos se futuramente seria
utilizado para um túnel maior. Provavelmente não, pois a quadra fica bastante
distante do muro de Alcaçuz”, disse.
As fugas de abril fizeram com que a Secretaria
do Estado da Justiça e Cidadania (Sejuc), através da Coordenadoria de
Administração Penitenciária (Coape), ocasionou mudanças na direção de Alcaçuz.
A então diretora Dinorá Simas foi transferida para a direção da Penitenciária
Raimundo Nonato, em Natal.
Portal no Ar

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