O Ministério Público do Rio
Grande do Norte recomendou que o Governo do Estado adote medidas emergenciais
para melhorar a segurança do presídio de Alcaçuz. Na recomendação, a promotora
Ana Jovina de Oliveira Ferreira cobra, entre outras coisas, a ocupação das
guaritas da penitenciária 24 horas por dia e a instalação de câmeras na área
externa da unidade.
Levando em consideração as
constatações na visita realizada no dia 24 de outubro, onde o MP teria
constatado "sérias deficiências quanto às providências consideradas
necessárias e urgentes para contenção e estabilização da situação caótica"
no sistema prisional, a promotora argumentou que são necessárias medidas
imediatas para evitar novas fugas em larga escala, como as que ocorreram nos dias
6 e 22 de abril.
Para amenizar o problema, a
promotora recomendou ao governador Robinson Faria (PSD) a tomada de atos
administrativos para a aquisição de bens e fornecimento de serviços, além de
proceder a relotações necessárias dos servidores públicos.
Como medidas emergenciais, o
MP recomendou a recuperação e adequação da estrutura das guaritas da do
presídio, para que todas sejam ativadas integralmente e tenham pessoal 24 horas
por dia, nos sete dias da semana, realizando a vigilância. Além disso, também
cobrou a instalação de refletores voltados para a área externa do presídio,
assim como a implantação de sistema de monitoramento por câmeras ao redor da
unidade e interligadas ao CIOSP.
Na parte estrutural, a
promotora recomendou a colocação de estruturas metálicas ou concretadas para
reforçar a segurança do perímetro externo do presídio, e também a melhoria das
condições dadas para as revistas nos pavilhões, com auxílio de equipes
policiais adequadas para lidar com as circunstâncias.
Ainda na recomendação, a
promotora afirmou que, em caso de não cumprimento dos pontos sugeridos, o
Ministério Público adotará medidas para a responsabilização dos ocupantes de
cargos no Poder Público, inclusive eventual configuração de improbidade
administrativa por ato omissivo. O prazo dado para a resposta sobre o que foi
feito é de 15 dias.
Tribuna do Norte

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