SUPERMERCADO J. EDILSON: O MELHOR PREÇO DA REGIÃO - Ligue: 3531 2502 - 9967 5060 - 9196 3723

SUPERMERCADO J. EDILSON: O MELHOR PREÇO DA REGIÃO - Ligue: 3531 2502 - 9967 5060 - 9196 3723

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Dólar cai a R$ 3,81 com operação do BC e cenário externo, Bovespa opera em alta

O dólar comercial opera em forte queda nesta terça-feira, após ter fechado perto dos R$ 3,86 na sexta-feira e de o Banco Central (BC) ter anunciado para hoje operação que visa a conter a alta da moeda. A divisa recua 1,24%, a R$ 3,809 para compra e a R$ 3,8110 para venda. Na mínima do dia, chegou a R$ 3,780. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanha o bom humor dos mercados externos e avança 0,75%, aos 46.845 pontos.

O BC promoverá nesta terça a venda de até US$ 3 bilhões com compromisso de recompra, uma operação conhecida no mercado como leilão de linha. Serão dois leilões, um com liquidação em 2 de novembro e o outro, em 4 de novembro. É a primeira vez desde 22 de dezembro que o BC oferece esse tipo de operação. Em agosto e em março, a autarquia também fez leilões de linha, mas para rolar contratos que estavam para vencer. 

— Com esse tipo de operação, o BC está oferecendo moeda estrangeira aos bancos nacionais em um momento em que eles enfrentam dificuldade de obtê-la lá fora. Assim, as instituições que precisam fechar uma operação em dólar não vão precisar comprar moeda no mercado, o que acaba aliviando a pressão sobre o câmbio — explicou Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio Treviso Corretora. — Apesar de isso provocar queda do dólar frente ao real, a tendência segue sendo de alta, uma vez que o cenário político-econômico não mudou.

Segundo João Medeiros, gerente de câmbio Pioneer Corretora, a operação também é vantajosa para o próprio BC.

— Teoricamente, o BC vai conseguir remunerar melhor seus dólares, que são mantidos aplicados em títulos do Tesouro americano. Os bancos que participarem do leilão, os 14 “dealers” autorizados a fazer esse tipo de operação, vão pagar um spread sobre essa rentabilidade, que inclui a perspectiva de inflação e de variação do câmbio no período — afirmou. — E o mais importante de tudo: sem mexer nas reservas internacionais, pois os dólares saem já com retorno garantido. É uma operação muito inteligente.

Na sexta-feira, a incerteza em relação à permanência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no cargo, a frágil situação das contas públicas e os dados que indicam a recuperação da economia americana levaram o dólar comercial a saltar 2,63% ante o real, cotada a R$ 3,857 na compra e a R$ 3,859 na venda. Foi a maior alta desde março. Na semana, a divisa disparou 7,6%, maior valorização desde novembro de 2008.

O cenário internacional também contribui para a queda do dólar contra o real hoje. Globalmente, a divisa perde força com a alta das ações chinesas, que vinham sendo um fator de preocupação para os investidores, e o consenso de que é mais provável que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) não eleve os juros dos Estados Unidos na reunião do dia 17. O índice Dollar Spot, que mede a força do dólar frente a uma cesta de dez moedas, tem baixa de 0,25%.

O clima nos mercados globais nesta terça é de apetite para o risco. As Bolsas europeias sobem pelo segundo pregão seguido, acompanhando o mercado chinês. A Bolsa de Londres avança 1,4%, enquanto a de Frankfurt sobe 2,13%. Em Paris, a valorização é de 1,76%. Na China, a Bolsa de Xangai se recuperou da queda de 2,5% registrada na segunda-feira, subindo 2,9%. Mais uma vez, mexeram com o humor dos investidores boatos sobre a compra de ações por fundos do governo como forma de estabilizar o mercado.

Em Wall Street, o índice de Dow Jones sobe 1,82%, enquanto o Nasdaq avança 1,95% e o S&P 500, 1,5%.

Na Bovespa, a alta é sustentada pelas principais ações. A Petrobras avança 2,62% (ON, a R$ 10,16) e 2,58% (PN, a R$ 8,73). A Vale sobe 4% (ON, R$ 18,97) e 4,14% (PN, a R$ 15,34). Entre os bancos, o Banco do Brasil avança 0,88% (R$ 17,19), o Bradesco sobe 2,23% (R$ 22,86) e o Itaú Unibanco, 1,51% (R$ 26,82).

O Globo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Reflita, analise e comente