Após abrir em leve queda em
relação ao real, o dólar passou a operar em alta nesta segunda-feira (14), com
investidores adotando cautela antes do esperado anúncio de cortes de gastos
pelo governo brasileiro e da reunião do Federal Reserve, banco central
norte-americano, nesta semana.
Na mínima do dia, a moeda dos
Estados Unidos chegou a recuar 0,67%, a R$ 3,8512 e, na máxima, foi a R$
3,8926.
"O principal determinante
dos movimentos do câmbio no curtíssimo prazo vai ser a reação do governo à
perda do grau de investimento, sob a forma de cortes de gastos", disse o
operador da corretora Intercam Glauber Romano.
Segundo notícias publicadas
nos principais jornais nesta segunda-feira, o governo prepara cortes de gastos
de cerca de R$ 20 bilhões. Operadores buscavam mais detalhes sobre esses
planos, tendo em vista que parte desses cortes deve depender do Congresso em um
momento de relações conturbadas entre o Executivo e o Legislativo.
A medida vem após a agência de
classificação de risco Standard & Poor's retirar o selo de bom pagador do
Brasil, poucos dias depois de o governo enviar ao Congresso proposta
orçamentária prevendo inédito déficit primário, que é a economia para pagamento
de juros da dívida pública.
Pela manhã, o Banco Central
dará continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em outubro, com
oferta de até 9,45 mil contratos, equivalentes a venda futura de dólares.
A reunião do Fed, na quarta e
na quinta-feira, também determinava o humor dos mercado, diante da
possibilidade de que promova o primeiro aumento de juros em uma década. Essa
perspectiva se tornou mais incerta nas últimas semanas, em meio a intensas
turbulências financeiras relacionadas aos sinais de desaceleração da economia
chinesa.
Pesquisa da Reuters com
economistas mostrou que a ligeira maioria dos consultados esperava que o Fed
opte por iniciar o aperto monetário nesta semana.
"Se há incerteza, isso
significa que (a alta de juros do Fed) não está no preço. É de se esperar uma
reação forte", disse o operador de uma gestora de recursos internacional.
Na sexta-feira, investidores
seguiram atentos à crise política e econômica no Brasil após o país perder o
grau de investimento, à espera de eventos importantes nos próximos dias, tanto
no cenário local quanto no externo. A moeda norte-americana subiu 0,69%, cotada
a R$ 3,8771.
G1

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Reflita, analise e comente