quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Polícia prende morador de rua suspeito de ser motorista do ônibus na Tragédia do Baldo, mas teste de identificação dá negativo

Policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) prenderam nesta terça-feira (26) um morador de rua que eles acreditavam ser Aluízio Farias Batista, o motorista de ônibus que atropelou e matou 19 pessoas em um carnaval de rua em Natal em 1984 - há 37 anos.

 

Um teste de identificação realizado pelo Instituto Técnico Científico de Perícia (Itep), no entanto, deu negativo para compatibilidade com as digitais de Aluízio, o que significa que o homem detido não é o motorista condenado a 21 anos de prisão.

Com a identificação negativa, o homem será liberado pela Polícia Civil na noite desta terça-feira.

 

Segundo o Itep, a identificação foi feita através das digitais do suspeito, que foram coletadas e inseridas em um sistema informatizado. Esse sistema tem mais de 4 milhões de pessoas cadastradas.

 

Os dados do morador de rua chegaram a ser comparados diretamente com os de Aluízio, mas também não bateram, segundo a assessoria do instituto.

 

O caso, um dos mais emblemáticos da história da cidade, ficou conhecido como a "Tragédia do Baldo". Aluízio Farias Batista está foragido desde a época do crime.

 

O morador de rua foi preso no bairro Candelária, na Zona Sul, após denúncia anônima que foi apurada pelo setor de inteligência do Bope.

 

Segundo o delegado de plantão Frank Albuquerque, o homem, que estava sem identificação, inicialmente negou que fosse Aluízio e se disse chamar João de Deus. Em seguida, segundo o delegado, ele teria confessado. "Ele confessou que é o Aluízio e que tinha se escondido em Recife e voltou em 2012", disse o delegado. Apesar disso, o exame de identificação deu negativo.

 

Aluízio Farias Batista segue foragido desde o dia em que cometeu o crime e há um mandado de prisão em aberto contra ele com validade até 2029. Aluízio Farias Batista foi condenado a 21 anos de reclusão por 19 homicídios em julgamento a revelia (em que não esteve presente) no ano de 2009.

 

O promotor público do caso, Augusto Azevedo, explicou que crimes de 12 a 30 anos de condenação prescrevem após 20 anos e que há uma recontagem a cada etapa do processo. Por isso, o mandado de prisão tem validade até 2029, considerando o ano do julgamento.


G1RN

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