Com a nova lei, os usuários de
maconha terão que ser maiores de 18 anos e poderão comprar 40 gramas por mês em
farmácias autorizadas pelo Estado – após um cadastramento para que essas
aquisições possam ser monitoradas. Os uruguaios também poderão cultivar para
consumo próprio seis plantas – ou 480 gramas anuais. A Junta Nacional de Drogas
prevê a comercialização de quatro ou cinco tipos de cannabis ao preço de US$ 1
por grama. Não será permitida a venda a estrangeiros e, um novo órgão, o
Instituto de Regulação e Controle de Cannabis (IRCCA) ficará responsável por
dar licenças, multar e suspender o registro de infratores.
Resta agora somente a
Presidência sancionar a lei, que poderá entrar em vigor após 120 dias, prazo
para para que o governo conclua as regras de todo o mercado de maconha, da
plantação ao cigarro, passando pelo preço e pelo registro de todos os
envolvidos no processo – incluindo os consumidores.
- Começamos a nova experiência
em abril. Culturalmente ela envolve uma grande mudança focada na saúde pública
e na luta contra o tráfico de drogas – disse a primeira-dama uruguaia, a
senadora Lucía Topolansky.
Durante todo o dia,
manifestantes favoráveis à medida se concentraram na Plaza Cagancha. Mas, no
plenário, temerosa de que as novas regras façam crescer o consumo das drogas, a
oposição questionou vários pontos da proposta, considerada inconstitucional.
Mais cedo, com o estilo simples e tranquilo que lhe é peculiar, Mujica admitiu
que há dúvidas legítimas sobre o sucesso da empreitada.
- Não estamos totalmente
prontos, mas é como você, que aprendeu a ser jornalista quando te deram a
oportunidade – afirmou o presidente ao Canal 4. – É preciso audácia para buscar
outros caminhos e tirar da clandestinidade os jovens que entram no consumo e
não se sabe onde vão parar.
Para o senador Jorge
Larrañaga, da Aliança Nacional, no entanto, o projeto vai levar o Uruguai ao
“abismo”, já que os viciados, acredita, poderão trocar suas doses de maconha
por outras drogas pesadas no mercado negro.
- Este governo perdeu o rumo –
criticou o provável candidato da oposição à Presidência.
O consumo de maconha já é
legal no Uruguai, e a base desta nova lei é coibir a ação do narcotráfico: o
presidente acredita que ao deixar nas mãos do Estado todo o controle sobre
cultivo, colheita, produção importação, exportação e comercialização da
cannabis e seus derivados, estará minando o comércio de drogas no país de 3,4
milhões de habitantes.

UM PAÍS DOIDAO DA AMERICA DO SUL. ISSO VAI REFLETIR BASTANTE NO BRASIL.
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