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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Hub da TAM: Ceará se vê fortalecido em disputa com Natal e Recife

O governo federal incluiu o aeroporto de Fortaleza entre os que serão leiloados ao setor privado e a medida, segundo representantes das classes política e empresarial do Ceará, é “fundamental” para o estado na disputa pelo hub da TAM – centro de conexões de voos que a companhia quer implantar no Nordeste. A TAM anunciou em abril que estuda a viabilidade do investimento e que vai decidir entre Natal, Fortaleza e Recife como sede.

Em entrevista ao jornal O Povo, publicada na terça (10), o governador do Ceará, Camilo Santana, ressaltou que o ingresso do aeroporto no pacote do governo “garantirá modernização e mais agilidade para o equipamento, além de ser fundamental na disputa pelo hub da TAM”. Em entrevista ao mesmo jornal, o presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Beto Studart, apontou que a concessão do aeroporto “vai possibilitar que o hub vá definitivamente para o Ceará”. 

Também na terça-feira, o líder do governo na Câmara de Fortaleza, Evaldo Lima, citou a inclusão do aeroporto na lista de concessões como determinante para a atração do hub. Ele destacou ainda os pontos fortes da cidade na disputa: “Fortaleza tem o maior potencial para receber o hub”, disse, ao jornal Diário do Nordeste, e acrescentou: “É a quinta cidade do país em população, tem o maior PIB do Nordeste, é a terceira em investimentos imobiliários, tem 35Km de praia e 10,9% do fluxo de turistas do Brasil”.

Atento ao movimento cearense, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, está organizando “um movimento suprapartidário, na defesa da implantação no estado, do hub”. Segundo informações do Diário de Pernambuco, “o movimento vai reunir a sociedade civil, deputados estaduais e ex-governadores pernambucanos e, na próxima segunda feira, será a vez dos deputados federais e senadores”. Atos semelhantes também foram promovidos por governos anteriores em torno de grandes investimentos para Pernambuco, como  refinaria, montadora e estaleiro, os quais só foram concretizados muito tempo depois, de acordo com informações do jornal.

Definição
A TAM prevê definir até o final do ano qual cidade receberá o hub e quer iniciar as operações em dezembro de 2016. O investimento alcança o valor de US$ 1,5 bilhão – cerca de 3,9 bilhões. Segundo a companhia aérea, o hub traz oportunidades de novos voos, destinos, rotas e conexões para o Norte e Nordeste.

O objetivo é que opere destinos na Europa e também voos internacionais na América do Sul, além das operações dentro do Brasil. Os critérios para a definição da cidade são: localização geográfica, infraestrutura aeroportuária e seu potencial de desenvolvimento, e ainda, que ofereça uma melhor experiência ao cliente.

O aeroporto que atende a Natal, localizado em São Gonçalo do Amarante, é um dos que concorrem ao investimento. O empreendimento foi o primeiro do Brasil concedido à iniciativa privada.

O Rio Grande do Norte também reduziu este ano o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível das companhias aéreas, está analisando ampliar incentivos e expandir, também, o sistema ferroviário, para aumentar as opções de transporte até o aeroporto e ficar mais competitivo na “briga” pelo hub. O tema é um dos que serão discutidos em reunião entre o governo e empresários, segunda-feira, em Natal. (Leia mais sobre a reunião na página 3, de Política).

O HUB - Entenda o que a TAM quer implantar e vantagens:
O que é o projeto: A TAM quer transformar um aeroporto do Nordeste em um centro de conexão (hub) de vôos, recebendo voos nacionais e internacionais. A proposta também é montar uma oficina para recuperação de aeronaves.

Quem disputa: 3 capitais disputam o posto de hub Nordeste (Natal, Recife e Fortaleza).
R$ 3,9 bilhões é o investimento previsto pela TAM

NO RN
Como é hoje:
O aeroporto de São Gonçalo do Amarante atende poucos destinos nacionais, onde predominam os vôos diretos. O único vôo internacional que opera, atualmente, é o de Portugal, pela TAP
O que mudaria:
3 vôos internacionais seriam criados logo após o anúncio
13 novos destinos internacionais nos próximos três anos
18 voos domésticos criados além dos que já existem
223 frequências de vôo semanais
R$ 1,5 milhão de passageiros/ano passariam pelo aeroporto com a consolidação do hub

8 mil a 12 mil empregos gerados direta e indiretamente

Tribuna do Norte

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