O recado do Banco Central na ata do Copom
(Comitê de Política Monetária) divulgada nesta quinta-feira (11) é, segundo o
governo, muito claro e direto: “enquanto a projeção de inflação para o final de
2016 não estiver no centro da meta, de 4,5%, o BC não vai parar de subir os
juros”.
Para assessores presidenciais, a “ata está do
tamanho certo”, mostrando que, apesar dos avanços alcançados no combate à
inflação, o Banco Central avalia que “ainda está caminhando no processo de
colocar a política monetária na posição correta” para fazer a inflação
convergir para o centro da meta em dezembro do próximo ano.
Em outras palavras, segundo assessores
presidenciais, a equipe de Alexandre Tombini “ainda não chegou” no seu objetivo
e continuará subindo os juros até atingi-lo. Na visão do mercado, isto
significa que, na próxima reunião do Copom, no final de julho, a taxa Selic
deve subir mais 0,50 ponto percentual, passando dos atuais 13,75% para 14,25%
ao ano.
O documento divulgado nesta quinta, explicando
os motivos de o BC ter subido os juros na semana passada de 13,25% para 13,75%,
traz como novidades as expressões “determinação e perseverança” para justificar
a sinalização de que o ciclo de alta de juros não chegou ao fim.
“Ajustes de preços fazem com que a inflação se
eleve no curto prazo e tenda a permanecer elevada em 2015, necessitando
determinação e perseverança para impedir sua transmissão para prazos mais
longos.”
O Banco Central indica que sua preocupação,
hoje, é com os repasses dos últimos choques de preços aplicados na economia.
Mas ainda não está certo de que houve, em maio, um aumento de repasse, diante
de um IPCA acima do previsto. O BC não acredita, por enquanto, que o IPCA maior
do que o esperado no mês passado seja uma tendência.
Folha Press
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