Os misteriosos pedidos da
equipe Mercedes para que Lewis Hamilton aumentasse o ritmo nas últimas voltas
do GP da Itália, mesmo com o inglês tendo a vitória garantida, foram explicados
tão logo o inglês cruzou a linha de chegada para vencer pela sétima vez no
campeonato: o time está sendo investigado por ter ignorado os pedidos da
Pirelli para limitar a pressão de seus pneus.
O diretor técnico da equipe,
Paddy Lowe, negou que a equipe estivesse fora das regras. "Não entendemos
por que estamos sendo investigados. Mas vamos explicar para os comissários.
Tudo o que sei é que a pressão estava de acordo com o que engenheiro da Pirelli
nos passou. Estamos completamente no escuro em relação a isso. Então não
entendo porque eles vão investigar."
Questionado logo após a
vitória sobre o fato das pressões do pneu traseiro esquerdo estar abaixo do
previsto pela Pirelli, Lewis Hamilton se limitou a dizer: "não tenho
conhecimento disso". Durante a corrida, a equipe pediu para que ele
aumentasse o ritmo, mas não explicou o motivo. A ideia da Mercedes era que, se
o inglês sofresse uma punição com desconto em seu tempo final, não perdesse a
vitória. Hamilton chegou 25s na frente de Vettel. A equipe, contudo, disse não
saber que tipo de punição pode ser aplicada
"Não estou preocupado no
momento", garantiu Hamilton. "Eu tive um grande final de semana e é
nisso que quero focar. Fizemos tudo o que podíamos. Não é meu trabalho pensar
nessas coisas, então nem sei o que falar. A equipe tem feito um grande trabalho
por todo o ano e estou muito feliz com o carro e com como estou conseguindo
tirar o máximo de mim."
O inglês, contudo, fez questão
de se defender, dizendo que sua vitória não tem relação com a diferença
encontrada em seu pneu. Hamilton liderou todas as sessões de treinos livres e
largou na pole.
"A Fórmula 1 é estar
sempre no máximo e todos estão no limite de várias coisas. É assim que fazemos.
Por qualquer motivo, meu carro estava com 0.3 libras a menos, mas isso não teve
nenhuma influência no resultado. Não ganhamos por conta disso, mas porque
éramos os mais rápidos."
De acordo com o diretor
técnico da Williams, Pat Symonds, trata-se de "uma infração muito grave,
então pode resultar na desclassificação dele". O engenheiro explicou que a
Mercedes pode justificar que o método de medição da calibragem não foi correta
e escapar de uma punição.
Acredita-se que apenas os dois
carros da Mercedes e da Ferrari foram checados, ainda no grid de largada.
Apenas Hamilton e Rosberg estariam fora do regulamento.
A regra é uma novidade neste
final de semana. As pressões foram determinadas após os problemas enfrentados
pela fornecedora de pneus na última etapa, na Bélgica, que culminaram com os
furos nos pneus de Nico Rosberg nos treinos livres e na corrida, com Sebastian
Vettel.
UOL Esporte
