O período que vai de setembro
a novembro costuma registrar as temperaturas mais elevadas no Rio Grande do
Norte.
Na região semiárida, essa
configuração torna-se ainda mais acentuada, pois a grande incidência de
radiação solar provoca em suas cidades temperaturas bastante elevadas.
Com isso, as áreas urbanas têm
experimentado um razoável aumento de temperatura e diminuição da umidade do ar,
ao longo dos anos.
O clima de Mossoró, segundo a
classificação climática de W. Koeppen, é do tipo BSwh, que significa: “clima
seco, muito quente e com estação chuvosa no verão atrasando-se para o outono”.
De fato. O clima em Mossoró
está cada vez mais quente, e a previsão para os próximos meses não é
animadora.
A tendência é que até o final
do ano a temperatura aumente ainda mais na cidade, de acordo com o professor
José Espínola, de Meteorologia e Climatologia da Universidade Federal Rural do
Semiárido (UFERSA). Com isso, consequentemente, a umidade relativa do ar também
deverá baixar nos próximos meses. O resultado dessa variação climática é dias
quentes, secos e com pouca ventilação.
José Espínola destaca que esta
época, entre a Primavera e o início do Verão, é o período mais quente do ano,
em que são registradas as temperaturas mais altas e a umidade do ar mais baixa
em Mossoró. Essas mudanças vêm sendo sentidas pela população desde o início de
setembro.
"A previsão é que esses
índices de temperatura e umidade do ar piorem até o final de novembro, quando a
umidade do ar abaixo de 60% já pode causar problemas para o homem, e nestes
dias temos registros de 25% a 30% por volta das 14h", afirma.
O meteorologista explica que à
medida que a temperatura aumenta, a umidade do ar diminui. Por isso que nos
dias mais quentes o ar fica mais seco. E isso acaba aumentando o calor, dando a
sensação térmica de que a temperatura esteja maior que as registradas nos
termômetros.
José Espínola destaca que a
situação melhora um pouco à noite, quando a cidade recebe a brisa marítima.
Ele informa que todos os anos
neste período são registradas as mesmas temperaturas elevadas. "Realmente,
os dias estão mais quentes, mas não está nada fora da normalidade. É o clima
habitual desta época", frisa o profissional.
Em virtude da previsão de dias
quentes e secos, as pessoas que possuem problemas respiratórios devem ter
cuidados redobrados para não desencadear crises alérgicas.
SAÚDE
Para que a saúde não esteja em
risco, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), um nível considerado
aceitável da umidade do ar deve estar acima dos 30%.
Como dito por José Espínola,
durante os últimos dias no município esse nível chegou a 25% às 14h. A baixa
umidade causa desconforto, mas algumas atitudes podem ajudar a diminuir os
problemas causados pela falta de chuva. Segundo o Ministério da Saúde, a baixa
umidade requer cuidados, principalmente com as pessoas que já têm ou tiveram
sintomas de doenças do aparelho respiratório.
O aconselhamento é de que
antes de qualquer coisa, é sempre importante a pessoa ter uma alimentação
saudável e se hidratar bastante. Além disso, quando estiver em casa, deixar o
ambiente livre para a circulação de ar, bem limpo e sem a presença de objetos que
acumulem poeira, como cortinas, carpetes e bichos de pelúcia.
Com a queda da umidade,
existem duas preocupações principais para a saúde. Além do ar poluído, as vias
aéreas ficam mais ressecadas, o que favorece a intensificação de problemas
respiratórios. Com toda essa poluição, fica mais difícil para a via
respiratória se defender do ar com a qualidade ruim. Além disso, os cílios das
narinas, que são responsáveis por filtrar o ar, passam a ter mais dificuldade
para desenvolver sua tarefa. Tanto ressecamento pode causar até sangramento no
nariz, a indicação para quem tem problemas respiratórios como rinite e sinusite
é a utilização de soro fisiológico para hidratar as narinas. Além disso,
algumas atitudes em casa ajudam a diminuir os transtornos, como o uso de
cortinas leves e que possam ser lavadas mais facilmente, a utilização de panos
úmidos para a limpeza, evitando as vassouras, e a colocação de bacias com água
em ambientes da casa.
Na tentativa de umidificar os
ambientes, os umidificadores podem ajudar a melhorar a qualidade do ar dentro
de casa, mas o uso deles também deve ser controlado, pois quando o ambiente
fica muito úmido, podem surgir fungos e mofo.
O Ministério da Saúde retrata
também que a alimentação influencia diretamente. É fundamental o consumo de
líquidos para evitar a desidratação durante os períodos de seca. Deve-se beber
bastante água, mesmo sem sentir sede, pois quando a boca está seca, já
significa que começou o processo de desidratação.
Além disso, o consumo de
alimentos saudáveis e ricos em líquidos ajuda quando o assunto é hidratação.
Chá, refrigerantes ou café não são aconselhados, pois são diuréticos e não são
tão eficazes para combater a desidratação.
Para substituir essas bebidas,
é indicado o consumo de suco de frutas, principalmente os naturais.
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