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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Período quente do ano registra índice de 25% na umidade do ar

O período que vai de setembro a novembro costuma registrar as temperaturas mais elevadas no Rio Grande do Norte.

Na região semiárida, essa configuração torna-se ainda mais acentuada, pois a grande incidência de radiação solar provoca em suas cidades temperaturas bastante elevadas.

Com isso, as áreas urbanas têm experimentado um razoável aumento de temperatura e diminuição da umidade do ar, ao longo dos anos. 

O clima de Mossoró, segundo a classificação climática de W. Koeppen, é do tipo BSwh, que significa: “clima seco, muito quente e com estação chuvosa no verão atrasando-se para o outono”.

De fato. O clima em Mossoró está cada vez mais quente, e a previsão para os próximos meses não é animadora. 

A tendência é que até o final do ano a temperatura aumente ainda mais na cidade, de acordo com o professor José Espínola, de Meteorologia e Climatologia da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). Com isso, consequentemente, a umidade relativa do ar também deverá baixar nos próximos meses. O resultado dessa variação climática é dias quentes, secos e com pouca ventilação.

José Espínola destaca que esta época, entre a Primavera e o início do Verão, é o período mais quente do ano, em que são registradas as temperaturas mais altas e a umidade do ar mais baixa em Mossoró. Essas mudanças vêm sendo sentidas pela população desde o início de setembro.

"A previsão é que esses índices de temperatura e umidade do ar piorem até o final de novembro, quando a umidade do ar abaixo de 60% já pode causar problemas para o homem, e nestes dias temos registros de 25% a 30% por volta das 14h", afirma.

O meteorologista explica que à medida que a temperatura aumenta, a umidade do ar diminui. Por isso que nos dias mais quentes o ar fica mais seco. E isso acaba aumentando o calor, dando a sensação térmica de que a temperatura esteja maior que as registradas nos termômetros.

José Espínola destaca que a situação melhora um pouco à noite, quando a cidade recebe a brisa marítima.

Ele informa que todos os anos neste período são registradas as mesmas temperaturas elevadas. "Realmente, os dias estão mais quentes, mas não está nada fora da normalidade. É o clima habitual desta época", frisa o profissional.

Em virtude da previsão de dias quentes e secos, as pessoas que possuem problemas respiratórios devem ter cuidados redobrados para não desencadear crises alérgicas.

SAÚDE
Para que a saúde não esteja em risco, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), um nível considerado aceitável da umidade do ar deve estar acima dos 30%.

Como dito por José Espínola, durante os últimos dias no município esse nível chegou a 25% às 14h. A baixa umidade causa desconforto, mas algumas atitudes podem ajudar a diminuir os problemas causados pela falta de chuva. Segundo o Ministério da Saúde, a baixa umidade requer cuidados, principalmente com as pessoas que já têm ou tiveram sintomas de doenças do aparelho respiratório.

O aconselhamento é de que antes de qualquer coisa, é sempre importante a pessoa ter uma alimentação saudável e se hidratar bastante. Além disso, quando estiver em casa, deixar o ambiente livre para a circulação de ar, bem limpo e sem a presença de objetos que acumulem poeira, como cortinas, carpetes e bichos de pelúcia.

Com a queda da umidade, existem duas preocupações principais para a saúde. Além do ar poluído, as vias aéreas ficam mais ressecadas, o que favorece a intensificação de problemas respiratórios. Com toda essa poluição, fica mais difícil para a via respiratória se defender do ar com a qualidade ruim. Além disso, os cílios das narinas, que são responsáveis por filtrar o ar, passam a ter mais dificuldade para desenvolver sua tarefa. Tanto ressecamento pode causar até sangramento no nariz, a indicação para quem tem problemas respiratórios como rinite e sinusite é a utilização de soro fisiológico para hidratar as narinas. Além disso, algumas atitudes em casa ajudam a diminuir os transtornos, como o uso de cortinas leves e que possam ser lavadas mais facilmente, a utilização de panos úmidos para a limpeza, evitando as vassouras, e a colocação de bacias com água em ambientes da casa.

Na tentativa de umidificar os ambientes, os umidificadores podem ajudar a melhorar a qualidade do ar dentro de casa, mas o uso deles também deve ser controlado, pois quando o ambiente fica muito úmido, podem surgir fungos e mofo.

O Ministério da Saúde retrata também que a alimentação influencia diretamente. É fundamental o consumo de líquidos para evitar a desidratação durante os períodos de seca. Deve-se beber bastante água, mesmo sem sentir sede, pois quando a boca está seca, já significa que começou o processo de desidratação.

Além disso, o consumo de alimentos saudáveis e ricos em líquidos ajuda quando o assunto é hidratação. Chá, refrigerantes ou café não são aconselhados, pois são diuréticos e não são tão eficazes para combater a desidratação.


Para substituir essas bebidas, é indicado o consumo de suco de frutas, principalmente os naturais.

De Fato