sábado, 17 de julho de 2021

Governo do RN confirma fuga de pelo menos 12 presos do presídio de Alcaçuz

O Governo do Estado confirmou neste sábado 17 que ocorreu uma fuga de presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Região Metropolitana de Natal. A debandada, que envolveu pelo menos 12 presos, aconteceu na madrugada entre a sexta-feira 16 e o sábado. É o primeiro episódio do gênero em três anos.

A última fuga tinha sido em fevereiro de 2018, quando Francisco Carlos dos Santos, de 34 anos, tido como “preso de confiança” resultante a unidade e foi recapturado em seguida. Na ocasião, o detento foi capturado logo em seguida em Parnamirim, na Grande Natal. Esse foi o último e único registro do massacre de Alcaçuz, quando 54 presos fugiram da unidade, de acordo com números oficiais.

Em maio ano, um plano de invasão deste presídio para resgate de detentos foi descoberto pela Divisão Especializada no Combate ao Crime Organizado (Deicor). Alguns dos envolvidos foram presos e estima-se que o grupo gastaria entre R $ 3 milhões e R $ 4 milhões para concretizar a ação, interpelada pelas informações de segurança do RN. 

 

De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), os fugitivos foram identificados como: Alziro Tony da Silva, de 28 anos; Antonio Marcos Sena da Silva, conhecido como ‘Marcola’, de 31 anos; Cleyton Marques de Mendonça, de 27 anos; Francisco Alef Guedes de Lima, conhecido como ‘Matuto’, de 27 anos; Francisco Damião Virgínio de Oliveira, conhecido como ‘Gato a Jato’, de 48 anos; Francisco Eliomar Faustino Júnior, de 27 anos; Francisco Ray Pereira da Costa, de 27 anos; Genilson Silva de Andrade, conhecido como ‘Nilson’, de 23 anos; Henrique de Oliveira Souza, conhecido como ‘Borracha’, de 35 anos; Ivanaldo Sales da Silva, conhecido como ‘Pikachu’, de 21 anos; Max Soares da Silva, de 29 anos; e Osvanildo Maria da Silva, conhecido como ‘Cachimbo’, de 34 anos.

 

Penitenciária de Alcaçuz

 

A Penitenciária de Alcaçuz é um unidade prisional brasileira localizada no município de Nísia Floresta, no estado do Rio Grande do Norte, a 25 km da capital Natal. Trata-se da maior penitenciária do estado, e de acordo com dados oficiais abrigava no início do ano de 2017 um número total de 1.083 presos, muito embora tivesse capacidade para apenas 620.[1] Rebeliões No dia 14 de janeiro de 2017, 26 presos foram assassinados em uma rebelião na Penitenciária de Alcaçuz. De acordo com o governo do Rio Grande do Norte, a rebelião teve início por volta das 17h (18h no horário de Brasília), quando presos do pavilhão 5, chamado de Presídio Rogério Madruga Coutinho, invadiram o pavilhão 4 para matar rivais. A rebelião não atingiu os pavilhões 1, 2 e 3.

 

Rebeliões


No dia 14 de janeiro de 2017, 26 presos foram assassinados em uma rebelião na Penitenciária de Alcaçuz. De acordo com o governo do Rio Grande do Norte, a rebelião teve início por volta das 17h (18h no horário de Brasília), quando presos do pavilhão 5, chamado de Presídio Rogério Madruga Coutinho, invadiram o pavilhão 4 para matar rivais. A rebelião não atingiu os pavilhões 1, 2 e 3.


Os líderes da rebelião pertencem ao PCC e foram transferidos para outras unidades prisionais do estado. O então governador do estado, Robinson Faria, informou que pediria ao governo federal um reforço do efetivo da Força Nacional de Segurança “para o enfrentamento à crise instalada no sistema penitenciário”, e pediu uma audiência com o presidente Michel Temer para tratar sobre a situação. Em setembro, 116 homens da Força Nacional chegaram ao Rio Grande do Norte. Em 9 de janeiro de 2017, o Ministério da Justiça autorizou a prorrogação da permanência do efetivo no Estado por 60 dias. Junto com Porto Alegre e Aracaju, Natal integra a lista das três capitais escolhidas para o início do Plano Nacional de Segurança (PNS), elaborado pelo governo federal com auxílio dos Estados.[3] Segundo o governo, os “problemas penitenciários” de Natal geraram um aumento no número de homicídios no segundo semestre do ano passado.


AgoraRN

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