terça-feira, 2 de agosto de 2022

Cientistas detectam matéria escura de 12 bilhões de anos pela primeira vez


Pesquisadores da Universidade de Nagoya no Japão encontraram matéria escura ao redor de galáxias com 12 bilhões de anos, através de relíquias fósseis do Big Bang.

Trata-se de um fenômeno muito difícil de detectar, pois, diferentemente da matéria observável, a matéria escura não emite, absorve ou reflete luz, além de não interagir com a matéria em si.

 Dentre as descobertas, os astrônomos perceberam que a matéria escura é menos desajeitada do que o previsto por muitos modelos cosmológicos atuais. Se outros estudos corroboram essa hipótese, poderá ser possível descobrir como as galáxias evoluem ou ainda prever como atuavam as regras fundamentais que regiam o universo há 12 bilhões de anos.

 Em um comunicado, o professor assistente da Universidade de Tóquio, Yuichi Harikane, disse que “se for verdade [que a matéria escura é menos desajeitada], isso sugeriria que todo o modelo é falho à medida que você vai mais para trás no tempo. Isso é emocionante porque, se o resultado se mantiver após a redução das incertezas, pode sugerir uma melhoria do modelo que pode fornecer uma visão da natureza da própria matéria escura.”

Componente fundamental do universo, ela representa 85% da massa total do cosmos e atua como um tipo de cola invisível que mantém a coesão do espaço sideral. Sem a matéria escura, as galáxias provavelmente não conseguiriam manter a atual taxa de rotação que elas têm.

Fonte: olhar digital

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