A presidente Dilma Rousseff
afirmou nesta terça-feira que os governos precisam de "paz",
principalmente para enfrentar crises. Dilma criticou a intolerância, a agressão
e o desrespeito às mulheres no país, e também a intolerância política, em
pronunciamento após assinar portaria interministerial que institui cirurgias
reparadoras de sequelas de agressão a mulheres pelo Sistema Único de Saúde
(SUS).
— Ter um quadro de paz é
fundamental, principalmente para os governos. Os governos precisam de paz para
que nós tenhamos condições de enfrentar a crise e retomar o crescimento -
afirmou a presidente, que fez um apelo pelo diálogo e unidade do Brasil.
Dilma afirmou que acredita na
recuperação da economia brasileira, especialmente pelo aumento das exportações.
— Nós hoje temos um câmbio que
facilita uma ampliação das exportações —declarou ressaltando que,
“tradicionalmente”, esse é um dos caminhos de saída de crises econômicas no
país.
A presidente enfatizou que seu
mandato terminará em 2018 e afirmou que até lá estará comprometida em botar fim
à violência contra a mulher. Dilma chamou de “corrupção interna da família” a
violência doméstica.
— É um pesadelo da violência
que se abate sobre mulheres — afirmou, e completou: — De certa forma é um fator
de corrupção interna da família.
— Nada mais justo do que a
mulher ter sua condição integral de forma que seu corpo não fique marcado nem
deformado por uma forma de violência totalmente injustificável — disse Dilma
sobre a portaria interministerial assinada, que garante cirurgia plástica pelo
SUS a mulheres que sofreram violência e ficaram com sequelas.
— As mulheres são mulheres
guerreiras no nosso país. As mulheres têm essa características no mundo todo,
mas as brasileiras são mulheres guerreiras, mulheres que lutam de sol a sol —
disse Dilma.
Em outros anos, a presidente
fez um pronunciamento no Dia da Mulher em cadeia nacional de rádio e TV. No ano
passado, essa fala foi o alvo do primeiro panelaço contra o governo. Neste ano,
a presidente preferiu utilizar as redes sociais para parabenizar as mulheres,
além de uma rápida fala na assinatura da portaria interministerial no palácio
do Planalto.

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