quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Garibaldi e Walter avaliam possível dobradinha eleitoral para a Câmara

“Pode acontecer”, declarou o ex-senador Garibaldi Alves (MDB), sobre a possibilidade de fazer uma dobradinha com seu filho, o deputado federal Walter Alves (MDB), ao concorrerem juntos à Câmara Federal, nas eleições do próximo ano. Em entrevista exclusiva ao jornal AGORA RN, nesta terça-feira 14, Garibaldi não descartou a chance de repetir o feito conquistado por Aluízio e Henrique Alves entre 1991 e 1995 – quando pai e filho se elegeram deputados federais pelo Estado.
 

“Nesse momento, não posso confirmar nada, mas pode acontecer. Pode haver essa tentativa, essa possibilidade, porque a situação política não permite que eu seja afirmativo, taxativo e lance o meu nome como pré-candidato a deputado federal. Não é conveniente para mim, nem para o projeto político do partido MDB e do meu filho Walter, que é deputado federal”, explicou.

O ex-senador afirmou que tem sido alvo de especulações no campo político, mas que não pode, ele mesmo, se lançar e dizer, “olha, eu sou pré-candidato a deputado federal. Eu já fui muito contemplado e homenageado na política do Rio Grande do Norte. Me elegi para vários cargos, mas tive, na última eleição, essa decepção. A minha preocupação é com Walter. Eu só estou mais ativamente na política por conta dele, se não fosse isso, eu estaria mais na retaguarda”, disse.

 

A história da família na política potiguar começou com os irmãos Agnelo (senador e prefeito de Parnamirim) e Aluízio Alves (governador, ministro e deputado federal) e se estende, hoje, com o deputado Walter e o vereador de Natal, Felipe Alves.

 

Questionado se, caso o ex-deputado Henrique Alves também se candidate a deputado federal em 2022, e os três – Garibaldi, Walter e Henrique – venham se eleger, ele respondeu que, “ele pode sim vir a se candidatar. Eu realmente confesso que não conheço bem o projeto político dele. Eu não tenho conversado com Henrique detalhadamente, para ter a segurança de dizer se é candidato a isso ou aquilo. Eu não tenho autorização e nem autoridade para falar em nome dele”, afirmou.

 

Para Garibaldi, caso os três Alves sejam eleitos em 2022, isso seria o legado dos Alves no RN. “É, não tenho dúvidas de que seria, mas hoje sabemos que a realidade é diferente e precisamos ter cautela. Aluízio viveu o esplendor, o prestígio dele era muito grande. Hoje, temos que ter a humildade de reconhecer que não possuímos as condições que ele tinha naquele momento”, enfatizou.

Henrique já protagonizou duas dobradinhas Alves na Câmara Federal. A primeira foi com seu pai Aluízio, entre 1991 e 1995, e a segunda, com sua irmã gêmea, Ana Catarina (MDB), entre os anos de 1997 e 2003.

 

Aliança do MDB com Fátima é incerta, diz Garibaldi

 

Sobre as negociações para que o MDB assuma a vice na chapa com a governadora, Fátima Bezerra, caso a aliança com o PT se concretize, Garibaldi Alves disse, “não posso confirmar se realmente vai acontecer, porque eu não estou autorizado por eles (PT) e ainda não conclui um processo de consulta aos nossos correligionários, prefeitos. Não há um fechamento”, disse.

 

Os diálogos entre PT e MDB começaram desde a visita do ex-presidente Lula ao RN em agosto, quando se encontrou com Garibaldi e Walter, ao lado de Fátima.

 

A aproximação entre as legendas foi alvo de críticas de da deputada federal Natália Bonavides, que já se posicionou antes contra a possível aliança. Ao Agora Entrevista nesta quarta-feira (13), a parlamentar disse que as pautas políticas dos dois partidos são divergentes.


AgoraRN

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