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Max Verstappen comemora a sua
primeira vitória na Fórmula-1 no GP da Espanha - Emilio Morenatti / AP
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Lewis Hamilton e Nico Rosberg
nunca tiveram uma relação amistosa desde que passaram a correr juntos pela
Mercedes. Mas o Grande Prêmio da Espanha de Fórmula-1 pode representar um
recrudescimento na relação dos dois pilotos que estão em seu terceiro ano disputando
a liderança do Mundial de Fórmula-1. Protagonistas de uma batida na curva 3,
logo na primeira volta do GP em Barcelona, que tirou ambos da corrida, o inglês
e o alemão acabaram deixando o caminho aberto para um desfecho histórico da
prova catalã. Em sua primeira corrida desde que trocou a Toro Rosso pela RBR, o
jovem Max Verstappen, de 18 anos, conquistou a sua primeira vitória na
Fórmula-1.
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A duas Mercedes saem da pista
após a batida - Reprodução/Twitter da Fórmula-1
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Verstappen pulverizou o
recorde de piloto mais jovem a vencer uma prova da categoria. A marca anterior
era do alemão Sebastian Vettel, que venceu em Monza, na Itália, em 2008, quando
tinha 21 anos e 73 dias e pilotava uma Toro Rosso.
Filho do ex-piloto Jos
Verstappen, o holandês vibrou muito com a vitória. Principalmente depois de ter
suportado a pressão do veterano Kimi Raikkonen, da Ferrari, nas 15 voltas
finais. O finlandês de 36 anos terminou em segundo. Vettel, também da Ferrari,
completou o pódio.
- Não consigo acreditar.
Vencer logo na minha primeira corrida pela RBR é incrível - disse o holandês,
que deu para a escuderia sua primeira vitória desde o GP da Bélgica em 2014.
- Meu filho tem apenas 18 anos
e a maneira como ele venceu a prova foi inacreditável - disse um orgulhoso Jos
Verstappen.
CLIMA TENSO NA MERCEDES
Mas as atenções também
estiveram voltadas para a Mercedes no circuito de Montmeló. A batida entre os
pilotos aconteceu depois que Hamilton foi ultrapassado por Rosberg após a
largada. Atrás do alemão, que havia vencido todas as quatro provas do Mundial,
o inglês foi para cima do seu companheiro de equipe, mas exagerou na dose. Os
dois se tocaram e foram para fora da pista. Deixaram seus carros sem se falar e
sequer tiraram seus respectivos capacetes.
Ambos levaram um puxão de
orelha dos diretores da escuderia. Pediram desculpas à equipe, mas não se
falaram e sequer se desculparam. O clima ficou ainda mais azedo para a próxima
prova nas ruas de Mônaco daqui a duas semanas.
A irritação da escuderia fora
resumida minutos antes pelo diretor da Mercedes, o ex-piloto tricampeão mundial
Niki Lauda.
- Lewis foi muito agressivo.
Para os dois, ficar de fora depois de duas curvas é completamente inaceitável -
disse Lauda, lamentando a postura de ambos.
O chefe da Mercedes, Toto
Wolf, foi mais político nas palavras. Embora tenha reconhecido o clima tenso
entre os pilotos na conversa que teve com ambos e que a inimizade entre eles
continuará até o fim da temporada, o dirigente evitou culpar um deles pelo acidente.
- Niki (Lauda) tem a reação do
piloto e o instinto. Da perspectiva da escuderia, e analisamos todas as
imagens, não há uma definição clara. Lewis tentou mergulhar, Nico fechou a
porta e eu diria que devemos esperar o que a direção da prova vai dizer -
afirmou Wolf, antes da reunião que os pilotos teriam com a direção da prova.
FIM DA HEGEMONIA
Com a saída dos seus dois
pilotos, a Mercedes não conseguiu emendar a 11ª vitória consecutiva na
Fórmula-1. Acabou ficando sem a chance de igualar o recorde da McLaren de 1988.
A última vitória de um piloto diferente da Mercedes foi a de Vettel, em 20 de
setembro do ano passado, no GP de Cingapura. Além disso, desde o GP dos Estados
Unidos de 2012 que um carro da Mercedes não pontuava.
A saída das Mercedes
transformou a prova numa disputa entre as RBRs e as Ferraris. Ricciardo,
Verstappen e Vettel iam se alternando na ponta na medida em que entravam nos
boxes, mas não houve a aguardada disputa pela liderança, mesmo com os carros
tendo desempenhos semelhantes.
Mas Vettel acabou ficando de
fora da disputa ao parar muito cedo, na volta 38, para a última troca de pneus.
Ricciardo também ficou para trás e pressionando o alemão pela terceira posição.
A 14 voltas do fim, Raikkonen
se aproximou de Verstappen e os dois começaram a lutar pela liderança. O
finlandês ia diminuindo 0s1 a cada volta diante do holandês. A 10 voltas do
fim, a diferença entre os dois alternava entre 0s2 e 0s5.
BRASILEIROS FORAM MAL
Na disputa pela terceira
posição, Ricciardo e Vettel lutaram bravamente a sete voltas do fim. O
australiano tentou uma arrojada ultrapassagem, mas o alemão conseguiu se manter
a frente e reclamou bastante da atitude do piloto da RBR.
Na reta final, a diferença
entre Verstappen e Raikkonen se estabilizou e o jovem piloto pode comemorar a
primeira vitória de sua carreira.
Os brasileiros tiveram um
desempenho discreto na prova. Felipe Massa, da Williams, terminou a corrida em
oitavo. Já Felipe Nasr, da Sauber, foi o 15º.
Classificação final da prova:
1- Max Verstappen (HOL/RBR)
2- Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)
3- Sebastian Vettel (ALE/Ferrari)
4- Daniel Ricciardo (AUS/RBR)
5- Valtteri Bottas (FIN/Williams)
6- Carlos Sainz Jr. (ESP/Toro
Rosso)
7- Sérgio Perez (MEX/Force
India)
8- Felipe Massa (BRA/Williams)
9- Jenson Button (ING/McLaren)
10-Daniil Kvyat (RUS/Toro
Rosso)
11-Esteban Gutierrez (MEX/Haas)
12-Marcus Ericsson (SUE/Sauber)
13-Jolyon Palmer (ING/Renault)
14-Kevin Magnussen (DIN/Renault)
15-Felipe Nasr (BRA/Sauber)
16-Pascal Werhlein (ALE/Manor)
17-Rio Haryanto (IND/Manor)
Abandonos:
Romain Grosjean (FRA/Renault)
Fernando Alonso (ESP/McLaren)
Nico Hulkenberg (ALE/Force India)
Nico Rosberg (ALE/Mercedes)
Lewis Hamilton (ING/Mercedes)
O Globo


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