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domingo, 15 de maio de 2016

Verstappen vira o piloto mais jovem a vencer uma prova da F-1

Max Verstappen comemora a sua primeira vitória na Fórmula-1 no GP da Espanha - Emilio Morenatti / AP
Lewis Hamilton e Nico Rosberg nunca tiveram uma relação amistosa desde que passaram a correr juntos pela Mercedes. Mas o Grande Prêmio da Espanha de Fórmula-1 pode representar um recrudescimento na relação dos dois pilotos que estão em seu terceiro ano disputando a liderança do Mundial de Fórmula-1. Protagonistas de uma batida na curva 3, logo na primeira volta do GP em Barcelona, que tirou ambos da corrida, o inglês e o alemão acabaram deixando o caminho aberto para um desfecho histórico da prova catalã. Em sua primeira corrida desde que trocou a Toro Rosso pela RBR, o jovem Max Verstappen, de 18 anos, conquistou a sua primeira vitória na Fórmula-1.
A duas Mercedes saem da pista após a batida - Reprodução/Twitter da Fórmula-1
Verstappen pulverizou o recorde de piloto mais jovem a vencer uma prova da categoria. A marca anterior era do alemão Sebastian Vettel, que venceu em Monza, na Itália, em 2008, quando tinha 21 anos e 73 dias e pilotava uma Toro Rosso. 

Filho do ex-piloto Jos Verstappen, o holandês vibrou muito com a vitória. Principalmente depois de ter suportado a pressão do veterano Kimi Raikkonen, da Ferrari, nas 15 voltas finais. O finlandês de 36 anos terminou em segundo. Vettel, também da Ferrari, completou o pódio.

- Não consigo acreditar. Vencer logo na minha primeira corrida pela RBR é incrível - disse o holandês, que deu para a escuderia sua primeira vitória desde o GP da Bélgica em 2014.

- Meu filho tem apenas 18 anos e a maneira como ele venceu a prova foi inacreditável - disse um orgulhoso Jos Verstappen.

CLIMA TENSO NA MERCEDES
Mas as atenções também estiveram voltadas para a Mercedes no circuito de Montmeló. A batida entre os pilotos aconteceu depois que Hamilton foi ultrapassado por Rosberg após a largada. Atrás do alemão, que havia vencido todas as quatro provas do Mundial, o inglês foi para cima do seu companheiro de equipe, mas exagerou na dose. Os dois se tocaram e foram para fora da pista. Deixaram seus carros sem se falar e sequer tiraram seus respectivos capacetes.

Ambos levaram um puxão de orelha dos diretores da escuderia. Pediram desculpas à equipe, mas não se falaram e sequer se desculparam. O clima ficou ainda mais azedo para a próxima prova nas ruas de Mônaco daqui a duas semanas.

A irritação da escuderia fora resumida minutos antes pelo diretor da Mercedes, o ex-piloto tricampeão mundial Niki Lauda.

- Lewis foi muito agressivo. Para os dois, ficar de fora depois de duas curvas é completamente inaceitável - disse Lauda, lamentando a postura de ambos.

O chefe da Mercedes, Toto Wolf, foi mais político nas palavras. Embora tenha reconhecido o clima tenso entre os pilotos na conversa que teve com ambos e que a inimizade entre eles continuará até o fim da temporada, o dirigente evitou culpar um deles pelo acidente.

- Niki (Lauda) tem a reação do piloto e o instinto. Da perspectiva da escuderia, e analisamos todas as imagens, não há uma definição clara. Lewis tentou mergulhar, Nico fechou a porta e eu diria que devemos esperar o que a direção da prova vai dizer - afirmou Wolf, antes da reunião que os pilotos teriam com a direção da prova.

FIM DA HEGEMONIA
Com a saída dos seus dois pilotos, a Mercedes não conseguiu emendar a 11ª vitória consecutiva na Fórmula-1. Acabou ficando sem a chance de igualar o recorde da McLaren de 1988. A última vitória de um piloto diferente da Mercedes foi a de Vettel, em 20 de setembro do ano passado, no GP de Cingapura. Além disso, desde o GP dos Estados Unidos de 2012 que um carro da Mercedes não pontuava.

A saída das Mercedes transformou a prova numa disputa entre as RBRs e as Ferraris. Ricciardo, Verstappen e Vettel iam se alternando na ponta na medida em que entravam nos boxes, mas não houve a aguardada disputa pela liderança, mesmo com os carros tendo desempenhos semelhantes.

Mas Vettel acabou ficando de fora da disputa ao parar muito cedo, na volta 38, para a última troca de pneus. Ricciardo também ficou para trás e pressionando o alemão pela terceira posição.

A 14 voltas do fim, Raikkonen se aproximou de Verstappen e os dois começaram a lutar pela liderança. O finlandês ia diminuindo 0s1 a cada volta diante do holandês. A 10 voltas do fim, a diferença entre os dois alternava entre 0s2 e 0s5.

BRASILEIROS FORAM MAL
Na disputa pela terceira posição, Ricciardo e Vettel lutaram bravamente a sete voltas do fim. O australiano tentou uma arrojada ultrapassagem, mas o alemão conseguiu se manter a frente e reclamou bastante da atitude do piloto da RBR.

Na reta final, a diferença entre Verstappen e Raikkonen se estabilizou e o jovem piloto pode comemorar a primeira vitória de sua carreira.

Os brasileiros tiveram um desempenho discreto na prova. Felipe Massa, da Williams, terminou a corrida em oitavo. Já Felipe Nasr, da Sauber, foi o 15º.

Classificação final da prova:
1- Max Verstappen (HOL/RBR)

2- Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)

3- Sebastian Vettel (ALE/Ferrari)

4- Daniel Ricciardo (AUS/RBR)

5- Valtteri Bottas (FIN/Williams)

6- Carlos Sainz Jr. (ESP/Toro Rosso)

7- Sérgio Perez (MEX/Force India)

8- Felipe Massa (BRA/Williams)

9- Jenson Button (ING/McLaren)

10-Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso)

11-Esteban Gutierrez (MEX/Haas)

12-Marcus Ericsson (SUE/Sauber)

13-Jolyon Palmer (ING/Renault)

14-Kevin Magnussen (DIN/Renault)

15-Felipe Nasr (BRA/Sauber)

16-Pascal Werhlein (ALE/Manor)

17-Rio Haryanto (IND/Manor)

Abandonos:

Romain Grosjean (FRA/Renault)

Fernando Alonso (ESP/McLaren)

Nico Hulkenberg (ALE/Force India)

Nico Rosberg (ALE/Mercedes)

Lewis Hamilton (ING/Mercedes)

O Globo

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