quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Defensoria Pública do RN revoga recomendação para anular provas do concurso da Polícia Civil

A Defensoria Pública do Rio Grande do Norte (DPE/RN) publicou nesta quarta-feira (25) decisão em que torna sem efeito a recomendação de anulação das provas para agente e escrivão do concurso público da Polícia Civil do estado, realizado em julho deste ano.

A recomendação havia sido divulgada na terça-feira (24) e também pedia que não fossem divulgados os resultados relativos a essa etapa do concurso.

 

A DPE informou que recebeu informações da empresa responsável "acerca das medidas adotadas por esta durante a aplicação das provas do concurso público para provimento dos cargos de agente, escrivão e delegado de polícia civil, e ainda, pelo compromisso de elucidação dos fatos, a fim de manter a lisura do certame até a sua conclusão". Também houve a convocação do Gabinete Civil do Estado para uma reunião para "debater o andamento do pleito junto a todas as instituições envolvidas".

Recomendação da Defensoria

 

A recomendação do DPE foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça (24). A publicação levava em consideração o inquérito policial (leia aqui), que investiga irregularidades durante a aplicação do exame, como vazamento de provas, falhas na segurança e utilização de ponto eletrônico.

 

Dois candidatos envolvidos chegaram a ser presos por tentativa de fraude (relembre aqui a primeira pessoa presa e a segunda pessoa detida).

 

“Pelo conteúdo do depoimento prestado pelo flagranteado em sede da autoridade policial, a associação criminosa por trás da tentativa de burla ao concurso público possuía à sua disposição todos os tipos de caderno de prova, incluindo o tema da redação, antes mesmo do início de sua aplicação”, registra o texto.

 

A recomendação também apontava outros três boletins de ocorrências, relacionadas a irregularidades registradas no dia da aplicação da prova.

 

Entre as denúncias citadas, estão informações de malotes violados e o não recolhimento de impressão digital dos candidatos, como previsto no edital.

 

O texto pedia ainda que fosse realizado novo certame público, observando integralmente o que consta no edital.

 

Em consulta feita pela Defensoria, o presidente da comissão do concurso informou que posteriormente foram identificados pela própria organizadora do concurso outros quatro candidatos que também teriam se utilizado de ponto eletrônico e não foram flagrados na ocasião da prova.


G1RN

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