PLANETAS E MAIS PLANETAS
A equipe do queridíssimo satélite Kepler não se cansa de
descobrir exoplanetas. Na última leva, foram 1.284, dos quais nove podem
guardar semelhança com a Terra. Mas entre poder ser e ser, vai uma distância. E
esse é o percurso que os astrônomos querem percorrer agora.
A GRANDE PERGUNTA
O Kepler foi só o começo. Sua missão era responder a uma
pergunta angustiante: vale a pena gastar um caminhão de dinheiro em
equipamentos caros para estudar planetas potencialmente parecidos com a Terra?
Só valeria se eles existissem aos montes, e foi isso o que o satélite da Nasa
conseguiu demonstrar.
EM BUSCA DOS ALVOS
Agora, entramos numa nova etapa. Não queremos mais saber
quantos eles são, mas onde estão os mais próximos, aqueles que poderemos de
fato verificar se são mesmo habitáveis. Para isso, em 2017, a Nasa vai lançar o
satélite TESS. Ele fará o mesmo serviço do Kepler, mas focado em estrelas mais
próximas, espalhadas por todo o céu.
O SUPERTELESCÓPIO
De posse desse novo catálogo de descobertas, a partir de
2018 a coisa esquenta, com o Telescópio Espacial James Webb. Seu espelho
segmentado de 6,5 metros – quase o triplo do que tem o Hubble – acaba de ser
concluído.
ASSINATURAS
O Webb será capaz de algo prodigioso: detectar os gases
na atmosfera dos planetas descobertos pelo TESS. Conforme eles transitarem à
frente de sua estrela-mãe, parte da luz estelar passará de raspão por seu
invólucro de ar, carregando consigo a assinatura das moléculas por onde teve de
atravessar.
A BUSCA POR VIDA
Saberemos assim se esses mundos, a exemplo do nosso,
também têm gases como oxigênio, dióxido de carbono, vapor d’água e metano em
suas atmosferas. Na Terra, o oxigênio jamais estaria onde está não fosse pela
presença de vida. A esperança dos cientistas é encontrar traços similares em
outros mundos e, com isso, quem sabe, fazer a primeira detecção de vida fora da
Terra.
O Mensageiro Sideral-Folha de São Paulo

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