quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Número de mortes no trânsito cai 15% em 2019 no Rio Grande do Norte, diz Detran


BR-101, em Natal, foi alvo de estudo por aluno da pós-graduação da UFRN — Foto: Klênyo Galvão/ Inter TV Cabugi
O trânsito do Rio Grande do Norte apresentou queda de 15% no número de mortes nos meses de janeiro a outubro de 2019 comparado com o mesmo período de 2018. Foram 414 vítimas fatais neste ano contra 487 no ano passado. Os dados são do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP-RN) e do Setor de Estatística do Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran-RN).

A maior queda em vítimas fatais por tipo de acidente foi em casos de colisão com animais (75%). Em 2019 foram três mortes, contra 12 em 2018. Houve diminuição de 70,8% nos óbitos em acidentes envolvendo motociclistas. De janeiro a outubro deste ano foram 52, contra 178 do mesmo período no ano passado.

No entanto, houve crescimento de 800% em mortes causadas por queda de veículo. Foram 18 vítimas fatais neste ano, contra apenas duas no ano anterior. Também foi registrado um incremento de 82,7% no número de mortes em acidentes não declarados. Em 2019, o Detran notificou 285 casos contra 156 no ano passado.

De acordo com Flávio Câmara, subcoordenador de Educação no Trânsito do Detran-RN, o órgão trabalha com blitzen educativas e palestras para conscientizar condutores. Para prevenir acidentes com mortes envolvendo motociclistas profissionais, o órgão desenvolveu um trabalho de formação com curso de motofretista na Escola Pública de Trânsito (Eptran).

Câmara ressalta que o alerta para o uso do capacete e a informação sobre os perigos de combinar álcool e direção são temas muito abordados. "Percebe-se uma mudança positiva no comportamento dos condutores. Um exemplo é a cidade de Nova Cruz onde boa parte da população passou a utilizar o componente, evitando mortes e lesões no trânsito", exemplificou.

O subcoordenador ainda ressaltou que o Detran desenvolve campanhas educativas para conscientizar a população e aponta que ações pontuais como Maio Amarelo e campanhas de valorização da faixa de pedestre são as mais eficazes. "O cidadão deve ter a consciência que quando sofre um acidente não é só ele quem sofre. Existe um ciclo enorme após o trauma", ressalta.

Para Luciana Lima, especialista em trânsito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), os dados do estado são compatíveis com números nacionais. Foram 6.243 mortes no trânsito no Brasil em 2017 e 5.269 em 2018, redução de cerca de 16% mesmo com aumento da fota da veículos em 1,9% no país, segundo levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e Sindipeças.

A especialista acredita que um aumento do número de automóveis nas ruas não está ligado diretamente a um aumento de acidentes com mortes. "O comportamento dos motoristas, condições da via, dos veículos e ações de fiscalização devem ser levados em consideração", observa.

Luciana afirma que automóveis mais novos são responsáveis por ganho de segurança na hora de acidentes. "Uma frota mais nova pode significar também veículos mais modernos, que oferecem maior segurança, diminuindo as chances de acidentes fatais", ponderou.

G1RN

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