| ROGÉRIO MARINHO |
Ao menos quatro nomes do
primeiro escalão do governo Rosalba Ciarlini (DEM) são tidos como certos na
disputa por cargos eletivos no ano que vem. São eles, os secretários de
Desenvolvimento, Rogério Marinho (PSDB), de Segurança e Defesa Social, Aldair
da Rocha, e de Recursos Hídricos, Leonardo Rego, além do atual diretor do
Procon-RN, Ney Júnior.
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| NEY LOPES JR |
Destes, três devem disputar
uma cadeira de deputado estadual na Assembleia Legislativa, sendo eles Ney,
Leonardo Rego e Aldair da Rocha, e um deve tentar novamente ser eleito para a
Câmara dos Deputados, Rogério Marinho.
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| ALDAIR DA ROCHA |
Ney Júnior é um dos que admite
abertamente a possibilidade de deixar o governo em abril, prazo para que os
auxiliares de primeiro escalão deixem as pastas para se habilitarem ao pleito
eleitoral. “Tudo é possível. Mas estou mais focado no trabalho no PROCON e
ainda não tem nada definido. Estou muito focado no trabalho no PROCON”, afirmou
ele na manhã do último sábado ao Jornal de Hoje.
Segundo Ney Júnior, a política
norte-rio-grandense nunca esteve tão confusa, o que atrapalha a definição de
projetos partidários futuros. “Ninguém sabe quem está com quem. Está pior que
na eleição passada. Então, uma candidatura vai depender dos quadros, das
coligações, se a governadora é candidata à reeleição ou não. Depende de uma
série de fatores”, afirmou.
Ney declara que sua
candidatura depende do seu partido, o DEM, presidido nacionalmente e
estadualmente pelo senador José Agripino Maia. Ele afirma que, dentro de um
projeto partidário, poderá ser candidato a deputado estadual ou federal,
“dependendo do que o partido quiser”.
“Os partidos têm mostrado
articulações para a eleição de cargos, dependendo da reeleição da governadora,
dependendo de se ela será candidata ou não. Se ela for candidata é um quadro,
se ela não for, é outro totalmente diferente”, diz Ney. “Por isso estou
preferindo focar meu trabalho no PROCON, e daqui para abril tomar a decisão com
base no que decidir a governadora”.
Ex-vereador em Natal, Ney
confirma, entretanto, que tem mantido contato com as bases, o que acontece
também em razão do exercício do cargo de diretor-geral do PROCON. “Eu tenho
visitado, mantido contato com a comunidade e o município, a trabalho, a serviço
do PROCON, sem falar em política, mas é natural que as pessoas perguntem se sou
candidato. Minha resposta é que estou focado no PROCON e aguardando a decisão
da governadora, quer será o divisor de águas”, salientou.
PTB
Vice-presidente e atual
secretário-geral do PTB, Carlos Paiva confirma a intenção de o partido lançar o
atual secretário de Segurança do Estado, Aldair da Rocha, como candidato a
deputado estadual nas eleições do ano que vem. “Ele vai sair da Secretaria para
ser candidato, mas depende de viabilizar a candidatura dele”, explica,
reconhecendo a necessidade de torná-lo conhecido, especialmente mostrando que,
apesar das dificuldades encontradas no enfrentamento aos problemas do setor de
segurança pública, o perfil de Rocha merece elogios pela ponderação com que
soube administrar a falta de apoio do governo Rosalba Ciarlini ao setor, o
trato com as categorias policiais e a busca incansável por programas e recursos
junto ao Ministério da Justiça em Brasília.
“Por conta disso, há apelos
por parte de amigos e pessoas da sociedade, especialmente diante da necessidade
de se mudar o atual quadro político do Estado, com pessoas novas, ficha limpa,
e principalmente com a bandeira da segurança pública”, ressalta Carlos Paiva.
“O Brasil tem um Ministério das
Micro e Pequenas Empresas, mas não temos um Ministério da Segurança Pública.
Hoje a Segurança Pública é apenas uma Secretaria (Secretaria Nacional de
Segurança Pública), junto com outras (Consumidor, Reforma do Judiciário,
Departamento Penitenciário Nacional, Defensoria Pública da União), dentre
outras no Ministério da Justiça”.
“Vamos apostar na candidatura
de Dr. Aldair. Existia um compromisso de o deputado federal Betinho Rosado ir
para o PTB, mas Betinho não cumpriu e isso atrapalhou os planos do PTB aqui no
Estado, de montar uma nominata com representatividade. Demoramos muito a
assumir o partido, mas estamos animados. Temos um minuto de TV e temos como
fazer uma coligação na proporcional e temos o nome de Dr. Aldair na coligação”,
completa.
PSDB
Presidente de honra do PSDB, o
atual secretário de Desenvolvimento, Rogério Marinho, confirma que deixará a
legenda até o final deste ano. Ex-deputado federal e atual suplente de deputado
federal, Rogério deverá disputar novamente uma vaga na Câmara dos Deputados.
“Minha situação é muito clara. Quando entrei para o governo, entrei para
cumprir uma missão por determinado período de tempo. Até em função da nossa
candidatura a deputado federal”, afirma.
Apesar do prazo de
desincompatibilização ser apenas abril de 2014, Rogério ressalta a necessidade
de fazer um trabalho dentro do partido, a exemplo de preparação de candidatos.
“Nossa ideia é sair em dezembro, mas isso vai ser precedido de uma conversa com
a governadora até esse final do mês de novembro”, disse.
Segundo Rogério, o PSDB tem
feito um trabalho permanente junto às bases, tendo à frente o atual presidente
da legenda, Valério Marinho. “Além disso, nos finais de semana eu tenho
aproveitado fora do horário do expediente para fazer visitas ao interior, conversar
com os detentores de mandato e os presidentes de diretórios. Até porque temos
responsabilidade porque o PSDB tem uma candidatura majoritária a presidente da
República”, lembrou, se referindo ao presidenciável Aécio Neves, senador pelo
PSDB de Minas Gerais.
DEM
No caso do secretário Leonardo
Rego, a possibilidade de candidatura depende de uma conversa decisiva entre ele
e o pai, o deputado estadual Getúlio Rego (DEM), atual líder do governo Rosalba
na Assembleia. No plenário já contabilizam essa possibilidade.
“Nós vamos ter uma conversa no
início do ano, sobre essa conjuntura, como vai ser, se ele vai ser candidato,
se serei eu de novo. Vamos definir no futuro, ainda estamos sem definição. Hoje
é prematuro, em função dessa incerteza de como vai ser o quadro”, pondera o
deputado Getúlio. O líder governista, entretanto, adianta que não haverá
possibilidade de pai e filho disputarem o mesmo cargo. “Lógico que se ele for
candidato eu não serei. A única coisa que posso dizer é isso. Ou será um, ou
será outro”, antecipa, declarando que, caso este seja o último mandato, voltará
a se dedicar à medicina. “Sou médico, vou trabalhar, voltar a ganhar dinheiro”.


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