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Açude Dourado, em Currais Novos, voltou a receber água com as últimas chuvas (Foto: Fred Carvalho/G1)
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As últimas chuvas na região
Seridó potiguar trouxeram alívio para o sertanejo e água para açude Dourado,
que abastece a cidade de Currais Novos, na região Seridó do estado. O
reservatório, que passou dois anos completamente seco em razão da estiagem
prolongada – a pior dos últimos 100 anos no estado – acumula agora aproximadamente
6 milhões de metros cúbicos de água. A capacidade é para 10 milhões de metros
cúbicos. Com o bom volume, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do
Norte (Caern) retomou o abastecimento e a cidade saiu da condição de colapso.
Segundo a Caern, o
abastecimento foi retomado na noite dessa sexta-feira (15), “após vários dias
de trabalho intenso no recondicionamento e testes com equipamentos
eletromecânicos e análises para controle da qualidade da água. Somado ao
Dourado, também entrou em operação a Adutora de Engate Rápido construída pelo
Departamento Nacional de Obras de Combate as Secas (Dnocs)”, acrescentou.
A Caern ressalta que, apesar
de restabelecido o abastecimento, a população não pode descuidar do uso
racional da água.
Atualmente, 16 cidades
permanecem em colapso. São elas: Acari; Almino Afonso; Antônio Martins;
Francisco Dantas; Frutuoso Gomes; Jardim do Seridó; João Dias; Luís Gomes;
Marcelino Vieira; Martins; Paraná; Pilões; Rafael Fernandes; São Miguel;
Serrinha dos Pintos e Tenente Ananias. Em outras 74, a água ainda chega pelas
torneiras, mas a Caern se viu obrigada a implantar um revezamento para forçar
os moradores a racionarem o uso da pouca água disponível nos reservatórios.
Seca histórica
O Rio Grande do Norte enfrenta
a pior seca dos últimos 100 anos. Dos 167 municípios, 153 estão em estado de
emergência por causa da estiagem prolongada.
Chuvas abaixo do normal
Apesar da últimas chuvas, as
previsões para o sertanejo ainda não são otimistas. Segundo a Empresa de
Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), as precipitações na região Nordeste devem
ficar abaixo do normal até o final de maio. Essa foi a conclusão da II Reunião
de Análise e Previsão Climática para o Nordeste Brasileiro, evento realizado no
final de fevereiro em Natal.
Gilmar Bristot, meteorologista
da Emparn, disse ao G1 que as chuvas de janeiro - que foram acima do previsto -
criaram uma expectativa positiva para o homem do campo, mas a previsão é mesmo
de chuvas abaixo do normal. "Nós temos expectativa de chuva, mas abaixo do
normal", afirmou.
G1 RN

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