
As chuvas que caíram no mês de
março proporcionaram dias melhores para a Barragem Engenheiro Armando Ribeiro
Gonçalves no Vale do Açu. O maior reservatório hídrico artificial do RN com capacidade
total de 2 bilhões e 400 milhões de metros cúbicos está com um dos menores
índices de armazenamento da sua história apesar de ter recebido muita água
proveniente de pequenos reservatórios existentes no vizinho estado da Paraíba e
na região do Seridó Potiguar onde os índices pluviométricos foram registrados
em maior intensidade.
Em março no dia 28 a cota do
reservatório era de 39,04m e o seu volume de 500 milhões 978 mil metros cúbicos
na época representava a reserva hídrica de 20,87%. O mês de abril chegou e com
ele uma pausa nas chuvas.
Mesmo assim na semana passada
o engenheiro Rafael Mendonça lotado na unidade regional do Departamento
Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) em Assú disse que a recarga foi
suficiente para adiar por mais três meses a possibilidade de o reservatório
alcançar o seu volume morto.
Antes tal projeção estava
prevista para se concretizar em outubro deste ano e foi esticado para janeiro
de 2017 caso não chova o suficiente para aumentar o nível do reservatório.
Os dados mais recentes
divulgados ontem, terça-feira, dia 12 de
abril mostram que a elevação na lamina de água da barragem desde o dia 24 de
março até a presente data fez com que o reservatório atingisse a cota 39,82m. O
volume é de 559 milhões 62 mil 667 metros cúbicos. A situação ainda se mantém
crítica e a reserva hídrica é de 23,29%. Para atingir a cota de sangria faltam
15 metros e 18 centímetros.
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