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Dilma no Palácio do Planalto com deputados e ministros contrários ao impeachment (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
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A presidente Dilma Rousseff
deverá reunir em um café da manhã nesta quinta-feira (14) no Palácio do
Alvorada o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e deputados da
base aliada na Câmara.
Baseado em um hotel de
Brasília, Lula tem ajudado informalmente o governo na articulação para
conquistar votos contra a abertura do processo de impeachment de Dilma, cuja
votação está prevista para este fim de semana na Câmara.
Nos dois últimos dias,
partidos aliados ao governo e detentores de ministérios e postos na
administração federal, como PP, PRB, PSD e PTB, anunciaram apoio ao processo de
impeachment.
O café da manhã faz parte da
estratégia de Dilma de buscar apoio junto à base para conseguir os votos
necessários para barrar o processo de impeachment.
“O que a presidente quer é nos
agradecer pelo que fizemos na comissão especial, votando contra o relatório. E,
da nossa parte, que até já tivemos uma reunião com ela hoje [quarta, 13], o
objetivo é mostrar que temos força na nossa base, estamos seguros de que a
oposição não terá os 342 votos e estamos confiantes de que teremos mais de 200
votos [contra o impeachment]”, declarou ao G1 um dos deputados convidados para
o café da manhã.
Mais cedo, Dilma participou de
um evento no Palácio do Planalto, no qual citou o processo de impeachment e
afirmou que até a próxima semana o processo será "página virada".
Segundo ela, será dado início
a um processo de "repactuação para superar a crise". A presidente
também afirmou que trabalhará "todos os dias" até 2018 – "fim do
meu mandato", nas palavras dela.
"Trabalharei todos os
dias até o fim do meu mandato, até 2018. É por esse compromisso que estamos
lutando sem descanso para superar o golpe na forma de impeachment, sem crime
que estão imputando ao país", declarou.
"Gostaria de dizer que
tenho certeza que brasileiros e brasileiras estarão ao meu lado [...]. Vamos
vencer essa batalha contra o golpe, contra o impeachment sem base legal. A
partir da próxima semana, com essa página virada, vamos iniciar a repactuação
das condições para superar a crise e retomar o crescimento, dando continuidade
ao que estamos fazendo", acrescentou.
Encontro no Planalto
Antes de participar nesta
quarta de um evento organizado pela Secretaria de Portos, Dilma recebeu em seu
gabinete no Palácio do Planalto cerca de 25 pessoas, entre parlamentares e
ministros contrários ao processo de impeachment que ela enfrenta na Câmara.
Por telefone, o líder do
governo na Casa, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou ao G1 que a base
aliada mostrou à presidente que o governo tem os votos necessários para impedir
o afastamento dela.
"Foi, além de um gesto de
solidariedade à nossa presidenta, um grande gesto de força. Mostramos a ela,
com números, que temos mais de 200 votos para barrar este golpe que está em
curso. Não é firula, estamos dizendo no mano a mano que temos os votos e vamos
derrubar este impeachment", afirmou Guimarães.
Entre os presentes estavam o
vice-líder do governo na Câmara, Silvio Costa (PTdoB-PE), o ex-presidente da
Câmara Marco Maia (PT-RS), a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e os ministros
Marcelo Castro (Saúde), Hélder Barbalho (Portos), Antonio Carlos Rodrigues
(Transportes) e Nelson Barbosa (Fazenda).
G1

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