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Acordo com os líderes
partidários foi
fechado depois de quatro dias de reunião.
Foto: Antonio Cruz/ Agência
Brasil
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Depois de quatro dias de
reunião com líderes dos partidos na Câmara dos Deputados, o presidente da
Comissão Especial do Impeachment, Rogério Rosso (PSD-DF), conseguiu fechar
acordo. Hoje (8), foram mais duas horas de negociações para que todos, no
final, assinassem um requerimento pelo qual a sessão desta tarde, marcada para
as 15h, será a única oportunidade para que os 133 inscritos (incluindo
integrantes e não membros da comissão e líderes partidários) se manifestem
sobre o relatório de Jovair Arantes (PTB-GO), até, no máximo, às 3h da
madrugada de sábado (9).
“Vamos encerrar [hoje] a
discussão e, na segunda-feira (11), na sessão que se iniciará às 10h,
entraremos em processo de votação do relatório. Foi um acordo de consenso”,
disse Rosso. A expectativa é que todos consigam se manifestar, mas o horário
não será estendido, ainda que não haja tempo hábil. Pelo Regimento da Câmara,
cada um dos 130 integrantes da comissão (65 titulares e 65 suplentes) tem
direito de se pronunciar durante 15 minutos. Os que não integram o colegiado
podem falar durante 10 minutos.
A sessão de votação do parecer
de Jovair Arantes, favorável ao impeacment da presidenta Dilma Rousseff,
marcada para segunda-feira, deve demorar cerca de cinco horas. O processo
começa com a manifestação de líderes, que têm 15 minutos de fala, seguida pelas
orientações de bancada e encaminhamentos, o que pode levar de quatro a cinco
horas. “Prefiro sempre tudo por acordo. Não estou 'bonzinho nem mauzinho'.
Estou cumprindo o regimento e a Constituição”, afirmou Rosso.
Para o líder do PT, Afonso
Florence (BA), não dá para dizer que se saiu satisfeito, “mas foi o acordo
possível”. Do outro lado, Fernando Francischini (SD-PR) gostou do resultado. A
oposição queria assegurar que nenhuma manobra protelatória pusesse em risco os
trabalhos, fazendo com que a comissão passasse do prazo de 15 sessões.

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