terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Estudantes denunciam calote dado por empresa no dinheiro da formatura

Estudantes universitários registraram, nesta segunda-feira (31), um boletim de ocorrência contra uma empresa que realizava festas de formatura em Mossoró, na região Oeste potiguar. Segundo eles, a empresa anunciou encerramento as atividades e não prestou informações sobre devolução de pacotes já pagos.

O registro foi feito na Delegacia de Defraudações da Polícia Civil no município. Os estudantes informaram que não conseguem entrar em contato com os responsáveis pelos contratos.

 

Dois estudantes do curso de direito da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) que estão no 8º período de aulas, contaram que o baile de formatura da turma, contratado com a empresa, vinha sendo planejado desde 2019.

Agora, eles não sabem o que vai acontecer. Guilherme Holanda teve um prejuízo de R$ 2.800 e Marília Paula, de quase R$ 4 mil, pelos pacotes. Só na turma deles, são 20 estudantes.

 

“A gente entrou várias vezes em contato com a empresa. Entrou outra empresa para tentar negociar. Mas a proposta praticamente seria que a gente teria que fazer um novo contrato e pagar o baile praticamente do zero. E se torna inviável para muitos estudantes”, explicou Guilherme.

 

Segundo Marília, somente na Ufersa, eles conseguiram contabilizar 13 turmas que teriam sido lesadas após o fechamento da empresa.

 

“A gente esperava que, pelo menos quem tinha contrato ativo recebesse algum tipo de prestação de contas, um acordo. Mas isso não aconteceu. Foi uma nota no instaram que nos surpreendeu. Nós estamos nos organizando, vamos entrar em contato com advogados e viemos fazer o boletim de ocorrência para juntar mais uma prova”, explicou Marília.

 

Alana Bezerra, estudante do curso de história da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern) informou que também teve um prejuízo de cerca de R$ 2.800.

 

“No meu contrato tinha incluso pacote acadêmico - fotos, álbum, ato ecumênico, 2 placas -, baile de formatura, festa de 50% do curso, festa de 365 dias, aula da saudade. E o único serviço que a empresa prestou foi de tirar as fotos, porque nem enviar, enviaram. Nos deixaram completamente desamparados, dizendo que a única coisa que vão fazer por nós, é encaminhar as fotos por email”, disse a estudante.

 

Os estudantes disseram que já estão em contato com alunos de outras 4 instituições particulares de ensino com turmas que também tinham contratos com a empresa.

 

Nota

 

Em nota publicada nesse domingo (30) em um perfil em uma rede social, a empresa afirmou que o motivo do encerramento das atividades está relacionado ao fato de ter ficado parada durante 18 meses em função da pandemia da Covid-19.

 

“Uma onda enorme de rescisões contratuais somada a uma inadimplência a níveis nunca vistos por nós, por esses fatores fomos pressionados a encerrar nossas atividades, foram 14 anos de serviços prestados à sociedade mossoroense”, diz a nota.

 

A empresa destaca ainda que não terá condições “de continuar celebrando a felicidade e os sonhos como sempre fizemos” e ainda que enviará e-mails com os registros fotográficos dos clientes. Mas não cita como e nem quando irá ressarcir os clientes que possuem contratos vigentes.

 

Uma equipe de reportagem da Intertv Costa Branca esteve na sede da empresa, no bairro Urick Graff, em Mossoró, na manhã desta segunda (31). Mas, a fachada com o nome da empresa foi retirada e não havia ninguém no local.

 

O número de telefone disponibilizado pela empresa nas redes sociais não está funcionado. O g1 também tentou entrar em contato com os números dos responsáveis pela empresa fornecidos pelos estudantes, mas estavam fora de área.

 

Os universitários informaram que pretendem entrar na justiça. “A gente só busca a responsabilização da empresa e o ressarcimento do prejuízo”, declarou Guilherme Holanda.


G1RN

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