"Se aparecer alguma coisa, entrego ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público. Não posso perder tempo com isso não", declarou a governadora eleita Rosalba Ciarlini.
Ela respondia a uma indação no blog de Thaisa Galvão, sobre a suposta intenção de fazer uma auditoria nas contas do Poder Executivo Estadual.
Trata-se de uma opinião absolutamente sensata.
Não exatamente por que tudo esteja transparente, correto, legal.
Mas que não é função de um novo governante sair caçando bruxas.
Isso é um atraso, um retrocesso, um jeito de conviver na democracia nos moldes de um delegado de polícia de antigamente.
Com isso Rosalba ganha tempo para domar a máquina estadual, tentará responder mais rapidamente aos desejos e aspirações dos eleitores que votaram nela, envia a missão para os órgãos responsáveis pela observação das contas e ainda economiza uma grana, pra não pagar uma auditoria internacional.
Isto custa caro, tem que licitar, leva um tempo danado e o noticiário ficará sendo alimentado por cada uma das supostas folhas encontradas.
E ficam adubando escândalos midiáticos no varejo.
Ministério Público, Tribunal de Contas, Poder Judiciário receberão as informações e farão suas análises e julgamentos.
Se houver exigência de um julgamento político, a Assembleia Legislativa está aí para abrir uma CPI, por exemplo.
A vitória eleitoral não deve transformar o vitorioso num verdugo com a chibata na mão, açoitando os desafetos.
A vitória entrega outras tarefas mais nobres a quem vai governar.
Sem, contudo, conviver com a improbidade, negar a existência das falhas legais, valer-se do silêncio para encobrir desvios.
Acerta a nova Governadora, a bordo da experiência de ter sido três vezes prefeita de Mossoró.
Do blog FATOR RRH