O dólar fechou em forte queda
nesta quarta-feira (8), abaixo de R$ 3,40, com o ambiente externo favorável e
sem a intervenção do Banco Central pelo sexto dia de negócios seguido.
A moeda norte-americana caiu
2,28%, cotada a R$ 3,3697 para venda. Veja a cotação do dólar hoje. É o menor
valor desde o dia 29 de julho do ano passado, quando o dólar fechou a R$ 33293.
A última vez que o dólar fechou
abaixo de R$ 3,40 foi no dia 30 de julho, a R$ 3,3710.
Na semana, a moeda dos EUA
recua 4,4%. No mês de junho, perde 6,7% e, no acumulado de 2016, o dólar tem
desvalorização de 14,6% frente ao real.
Acompanhe a cotação ao longo
do dia:
Às 9h10, queda de 1,12%, a R$
3,4101
Às 9h40, queda de 1,82%, a R$
3,3857
Às 10h30, queda de 1,59%, a R$
3,3993
Às 11h40, queda de 1,43%, a R$
3,3992
Às 12h10, queda de 1,53%, a R$
3,3957
Às 12h40, queda de 2,13%, a R$
3,375
Às 13h20, queda de 2,09%, a R$
3,3765
Às 13h30, queda de 1,91%, a R$
3,3825
Às 14h45, queda de 1,74%, a R$
3,3885
Às 15h55, queda de 2,15%, a R$
3,3742
Além do cenário externo
positivo, ainda refletiram no mercado as declarações de Ilan Goldfajn, indicado
para a presidência do Banco Central, defendendo o o câmbio flutuante (sem
interferência do BC). Isso fez o mercado
entender que o futuro chefe do BC estaria confortável com o dólar abaixo de R$
3,50 – patamar até então entendido como o "piso" permitido pelo
órgão.
"Muita gente no mercado
via um piso nos R$ 3,50 e as declarações do Ilan contrariaram essa tese",
disse à Reuters o operador da corretora Ativa Arlindo Sá. "Aí o real veio
com tudo [se fortaleceu], embalado também pelo cenário externo positivo".
Sá disse haver espaço para o dólar recuar ainda mais, mas não estimou
patamares.
Esse movimento depende, porém,
de uma trégua no cenário político, em meio a escândalos que vêm alimentando
preocupações com a capacidade do governo de aprovar medidas de aperto econômico
no Congresso Nacional. "Tem muita água para rolar ainda. O jogo só acaba
quando termina", afirmou.
O mercado também ficou atento
ao cenário político, à espera da decisão de Teori Zavascki, do Supremo Tribunal
Federal, sobre o pedido de prisão de José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá
e Eduardo Cunha, todos do PMDB.
Cenário externo
O dia no mercado internacional
foi marcado por forte alta dos preços do petróleo, que atingiram o maior nível
em 8 meses no terceiro dia seguido de ganhos.
Além disso, números sobre as
importações da China aumentaram expectativas de melhora na economia do país. As
exportações chinesas caíram mais do que o esperado em maio devido à demanda
fraca, mas as importações superaram as projeções, indicando melhora da demanda
interna, segundo informações da Reuters.
Além disso, vêm enfraquecendo
as apostas em alta de juros nos Estados Unidos no curto prazo, após dados
fracos sobre o mercado de trabalho norte-americano e declarações da presidente
do Federal Reserve, banco central norte-americano, Janet Yellen. Juros mais
altos nos EUA atrairiam investidores para aquele país, aumentando assim uma
tendência de alta sobre o real.
Último fechamento
O dólar fechou em queda na
terça-feira (7), pela quinta sessão seguida, após o indicado para a presidência
do Banco Centra defender o câmbio flutuante durante sabatina no Senado. A moeda
recuou 1,2%, a R$ 3,4486 na venda.
G1
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