quarta-feira, 6 de julho de 2022

Rio Grande do Norte tem mais de mil desalojados e 4,8 mil pessoas afetadas pelas chuvas, diz Defesa Civil

O Rio Grande do Norte tem mais de mil pessoas desalojadas e 156 desabrigadas desde o último fim de semana, quando choveu mais de 200 milímetros na região Leste - volume superior ao esperado para todo o mês de julho. Ao todo, 4.834 pessoas foram afetadas pelos alagamentos em 10 municípios.

  

Os levantamento foi repassado pela Defesa Civil Estadual ao g1 RN na manhã desta terça-feira (6). O órgão também confirmou a morte de um homem em decorrência das chuvas. Ele foi atingido no último domingo (3) por um muro que desabou por causa da força da água, em um distrito de São José de Mipibu e faleceu antes da chegada do socorro.

Desalojados: 1.099

Desabrigados: 156

Afetados: 4.834

 

Os dados de pessoas atingidas pelas chuvas envolvem a população de sete municípios da região Leste: Natal, Parnamirim, Macaíba, Extremoz, Ceará-Mirim, Touros e Taipu.

 

Segundo a Defesa Civil, outros três municípios decretaram ou irão decretar situação de emergência por causa da chuva, mas não registraram pessoas afetadas: Canguaretama, São Gonçalo do Amarante e Ielmo Marinho.

 

Os desalojados são as pessoas que foram obrigadas a abandonar suas casas, mas que não dependem do poder público para se abrigar, seguindo para casas de parentes, hotéis, ou outros locais.

 

Os desabrigados são as pessoas que não têm para onde ir e recebem apoio em abrigos disponibilizados pelos órgãos públicos. Já as afetadas são aquelas que sofreram com alagamentos de seus imóveis, por exemplo, mas permanecem no local.

Em Natal, 21 pessoas desabrigadas foram acolhidas na Escola Municipal Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte.

 

Na manhã desta quarta-feira (6), o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Parnamirim montaram uma operação para resgatar ribeirinhos que tiveram suas casas alagadas pelo rio Pium, que registrou aumento do nível da água desde o sábado (2).

 

Apesar da ação, os moradores ilhados não quiseram deixar o local por medo de ter suas casas e comércios saqueados.


G1RN

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